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Autismo adulto: precisa de terapia?

Autismo adulto é uma realidade que vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos, especialmente com o aumento dos diagnósticos tardios e a ampliação do debate sobre inclusão ao longo de toda a vida. 


mulher adulta tapando os ouvidos

Apesar disso, ainda existem muitas dúvidas sobre a necessidade de acompanhamento terapêutico nessa fase.


Por isso, compreender o papel da terapia no autismo adulto é essencial para romper preconceito e garantir cuidado contínuo e adequado.


Autismo adulto: é preciso terapia?


A ideia de que a terapia é importante apenas na infância do autista ainda é bastante comum, mas não corresponde à realidade do autismo adulto


O Transtorno do Espectro Autista acompanha a pessoa ao longo de toda a vida, e as demandas mudam conforme novas experiências, desafios e contextos surgem.


Na fase adulta, questões como relações sociais, trabalho, autonomia, saúde mental e identidade tornam-se mais presentes. 


A terapia oferece um espaço seguro para desenvolver estratégias, fortalecer habilidades e lidar com desafios específicos dessa etapa.


O que muda na vida adulta?


No autismo adulto, as dificuldades nem sempre estão relacionadas apenas à comunicação ou ao comportamento. 


Muitos adultos autistas enfrentam ansiedade, depressão, sobrecarga sensorial crônica, dificuldades no ambiente de trabalho e impactos emocionais decorrentes de anos de incompreensão ou mascaramento social.


Além disso, adultos diagnosticados tardiamente passam por um processo importante de ressignificação da própria história, o que pode gerar sentimentos ambíguos, como alívio, tristeza ou confusão. 


A terapia ajuda a organizar essas vivências e construir uma narrativa mais acolhedora sobre si mesmo.


Quais terapias podem ser indicadas?


Não existe um único modelo terapêutico para o autismo adulto. Ou seja, isso significa que as intervenções devem ser individualizadas, considerando as necessidades, os objetivos e o contexto de cada pessoa. 


Psicoterapia, terapia ocupacional, acompanhamento psiquiátrico e grupos de apoio podem fazer parte do cuidado.


O foco não deve ser “normalizar” o comportamento, mas promover autonomia, bem-estar emocional e qualidade de vida. 


O respeito à neurodiversidade é um princípio central no acompanhamento do adulto autista.


Terapia é sobre apoio, não correção


É fundamental compreender que a terapia no autismo adulto não tem como objetivo “consertar” a pessoa, mas oferecer ferramentas para lidar melhor com o mundo, reduzir sofrimento e fortalecer a autoestima.


Muitos adultos autistas relatam que o acompanhamento terapêutico foi decisivo para compreender limites, reconhecer potencialidades e construir relações mais saudáveis.


Cuidado ao longo da vida


O autismo adulto reforça a importância de um olhar contínuo e humanizado. O cuidado não termina na infância; ele se transforma. 


Acesso à informação, apoio profissional e ambientes mais inclusivos fazem toda a diferença na vida adulta.


Quer apoio e orientação especializada?


A AMAFV acredita no cuidado ao longo de toda a vida. 


Se você é um adulto autista ou familiar e busca orientação, acompanhamento ou informações sobre terapias no autismo adulto, entre em contato com a AMAFV.


Estamos aqui para apoiar trajetórias com mais autonomia, dignidade e qualidade de vida!


 
 
 

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